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Você já ouviu falar sobre Espiral do Conhecimento?

Aprenda a importância de saber lidar com conhecimento tácito e conhecimento explícito.


Na atual era, as empresas estão cada vez mais engajadas em captar o conhecimento de seus colaboradores, mas para isso é fundamental compreender que podemos lidar com conhecimento tácito e conhecimento explícito, portanto, devemos ser capazes de conseguir identificá-los, uma vez que a interação entre eles é o cerne da construção do conhecimento organizacional.

O conhecimento tácito é aquele mais fluido, que a pessoa capta e armazena ao longo da vida, através de suas experiências e vivências. Essa categoria de conhecimento é difícil ser formalizada e repassada, uma vez que está diretamente ligado às habilidades daquele que a obtém.

Já o conhecimento explícito é aquele mais tangível, ou seja, facilmente articulado, repassado e armazenado, por exemplo, através de documentos, livros e manuais.

Portanto, um dos objetivos da Gestão do Conhecimento é o de buscar transformar os conhecimentos tácitos (capital humano) em explícitos, através da materialização de informações em registros de lições aprendidas e até mesmo em uma base de conhecimento, para que assim, ele seja compartilhado, operando no princípio da abundância.

Como transformar o conhecimento tácito em explícito?

Para auxiliar nesta missão, Nonaka e Takeuchi, criaram o modelo SECI, que é um conjunto de formas de conversão do conhecimento, que se dá através da socialização, externalização, combinação e internação.

A socialização é o próprio compartilhamento do conhecimento tácito, através de conversas informais, observações e prática, ou seja, é a transferência de tácito para tácito. A externalização é o compartilhamento através de comunicação ao grupo, ou seja, é a transferência do conhecimento tácito para o explícito. A combinação é o ato de transformar a informação em um guia, ou até mesmo em um manual, e incorporar ao produto, ou seja, é a transferência de explícito para explícito.

E, finalmente, a internalização, é o processo de apropriação do conhecimento por outras pessoas, assim elas passam a utilizar e a expandir a sua base de conhecimento, ou seja, é a transferência explícita para tácito.

Um ponto fundamental na imagem acima, é que o conhecimento é representado pela espiral, uma vez que ele não é cíclico e está sempre em expansão, sendo ampliado a cada etapa.

Por que compartilhar o conhecimento?

Segundo Edwards Deming, só conseguimos gerenciar aquilo que podemos medir; medir o que foi definido, e definir somente o que entendemos. Portanto, as lições aprendidas por vivências e experiências do dia a dia (conhecimento tácito) só terão valor se elas forem registradas e compartilhadas (conhecimento explícito), uma vez que a partir desse compartilhamento podemos evitar retrabalho e reincidência dos mesmos erros já tratados, em situações futuras.

Para isso é fundamental documentar a situação ocorrida, de forma clara, e comparar com possíveis registros anteriores, que já estão armazenados na base de dados, para não haver informação duplicada ou dúbia.

Uma boa forma de fazer isso é buscando responder aos seguintes questionamentos: esse comportamento realmente não era esperado? O que deveria ter acontecido? O que aconteceu de fato? Existe uma causa aparente para isso ter acontecido? e; O que deverá ser feito se voltar a acontecer?

Referências

FIRMIANO, Diógenes. A Gestão do Conhecimento e a TI. Disponível em <https://www.devmedia.com.br/a-gestao-de-conhecimento-e-a-ti/29377#menu-aberto>

FUKUNAGA, Fernando; LIMA, Juliana. Vamos aprender mais sobre práticas de Gestão do Conhecimento? Parte 5: Lições Aprendidas. Disponível em <http://www.sbgc.org.br/blog/vamos-aprender-mais-sobre-praticas-de-gestao-do-conhecimento-parte-5-licoes-aprendidas#:~:text=Para%20que%20o%20registro%20de,O%20que%20aconteceu%20de%20fato%3F>

NONAKA, Ikujiro; KONNO, Noboru. The Concept of “Ba”: Building a Fuoundation for Knowledge Creation. California Management Review, volume 40, nº3, p. 40 – 54; spring 1998. 

Por MARIA GABRIELA COSTA LAZARETTI

Sou Arquiteta e Urbanista, atualmente estou na minha segunda (e terceira) graduação, Engenharia de Software e Pedagogia. Sim, eu amo estudar, aprender coisas novas e desvendar novas áreas. Aqui na Matera, estou desbravando a Gestão do Conhecimento junto ao Core, e quero compartilhar com vocês os desafios e oportunidades dessa área.

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