INSTANT PAYMENTS (Pix)

Pix Talks | 4ª edição - Highlights

Webinar da Matera sobre o Pix contou com as participações especiais do Breno Lobo (Banco Central) e Mauricio Santos (Claro).


Aproveitando a elevada expectativa do ecossistema de Pagamentos Instantâneos pelo início da fase de Operação Restrita do Pix, o Pix Talks | 4ª edição promoveu um bate-papo muito informativo sobre os últimos preparativos e as expectativas do mercado para a chegada desse novo meio de pagamento.

O webinar aconteceu no dia 27 de outubro e contou com a participação de nomes que vêm contribuindo com a evolução do Pix desde a sua concepção: Carlos Netto, CEO da Matera; Breno Lobo, um dos idealizadores do Pix no Banco Central, atualmente na coordenação do seu projeto de implantação; e Mauricio Santos, Diretor de Soluções e Produtos Financeiros da Claro. A mediação foi realizada pelo Fabiano Amaro, Consultor de Negócios da Matera.

Abaixo, você confere os melhores momentos do bate-papo:

Funcionamento SPI

“O SPI é um sistema, então, como em todo e qualquer sistema, a gente sabe que sempre é possível o surgimento de algum problema - isso é normal em sistemas novos.  Ele está pronto da nossa parte, mas sabemos que é possível melhorar ainda a capacidade de algumas instituições, individualmente falando, então estamos conversando individualmente, programando testes conjuntos integrados. Pela grande adesão e pela quantidade de chaves registradas até agora, temos considerado o projeto um sucesso”, Breno Lobo.

Operação Restrita

“Sabemos que não serão 100% das instituições que vão realizar as transações sem problema algum no início da operação restrita. Nossas equipes estarão a postos acompanhando minuto a minuto. Se alguma instituição enfrentar dificuldades, a gente vai atender no bilateral, fazer reunião, tentar identificar o problema. A entrada do DICT em produção antes da liquidação foi importante para a gente entender isso - identificar os problemas e corrigir os erros”, Breno Lobo.

Protagonismo do BC

“O BC, na maioria das vezes, sempre atuava como regulador, não como provedor de serviços. Esse é um novo desafio para eles - de fato ser um protagonista no papel de provedor de serviços para todas as instituições financeiras nesse papel de DICT e SPI. Ele tem fomentado muito bem a colaboração no ecossistema de Pagamentos Instantâneos, desde o desenho do regulamento, dos grupos de trabalho, para definir as especificações e desenvolver o que de fato seria o Pix, até agora nessa fase de implantação”, Mauricio Santos.

O Pix já é uma referência

“Recentemente tivemos uma reunião com um de nossos clientes que é um dos bancos mais globais do mundo. Participantes de diversas nacionalidades estavam presentes e queriam saber o que é o Pix - profissionais que já haviam implantado e experimentado faster payments em diversos países. Após a explicação, comentaram que é a solução mais completa que já viram na vida. É ótimo saber que esse projeto do BC está com uma repercussão tão boa”, Carlos Netto.

Acordos com instituições diversas

“É curioso como, ao longo do projeto, vamos descobrindo novas aplicações de uso do Pix. Com o FGTS foi assim, que bateu à nossa porta para saber se o Pix poderia contribuir com o FGTS Digital. Já começamos conversas com o Ministério da Cidadania também, para pagamento de benefícios sociais. Estamos evoluindo em outras formas de pagamento e recebimento, envolvendo os governos federal e estadual, já conversamos com as Fazendas para arrecadar IPTU, IPVA. Fazer tudo isso por meio do Pix vai facilitar muito a vida de todos”, Breno Lobo.

Próximos passos

“O Saque Pix e a operacionalização do mecanismo de liquidez, que é uma questão mais interna, com a B3, para dar liquidez 24/7 às instituições, são prioridade na agenda evolutiva do Pix no primeiro semestre de 2021. A B3 já está com o processo no BC para autorização de uma nova infraestrutura de mercado financeiro, que vai atuar nesse gerenciamento de liquidez no âmbito do Pix. Faremos toda a operacionalização da mensageria, da comunicação dos participantes para o SPI - isso é algo que está dentro do sistema. Também já está na fila o QR Code gerado pelo pagador de forma offline, que tem um potencial muito grande de inclusão”, Breno Lobo.

Novas dinâmicas

“O Pix, por essa dinâmica de criar interoperabilidade, criar ecossistema e permitir uma série de novos players, está mostrando que as instituições tradicionais, mais do que a relação da conta, têm produtos financeiros. Isso possibilita uma dinâmica na qual elas podem distribuir os produtos através de terceiros ou fintechs. São produtos sendo criados através da plataforma Pix”, Fabiano Amaro.

Evolução da plataforma

“Quando surgiu a ideia do Pix, as duas características principais eram a instantaneidade da disponibilização dos recursos e a disponibilidade 24/7 - esse era o produto no dia zero. Atualmente, acredito que essas duas características sejam as menos importantes, por conta da capacidade do Pix de possibilitar novos modelos em cima da plataforma e o tráfego de informações junto à ordem de pagamento, por exemplo”, Breno Lobo.

Oportunidades para adquirentes

“As maquininhas [adquirentes] também poderão se beneficiar do Pix, apesar de muita gente achar que serão prejudicadas. Elas têm a possibilidade de abrir uma instituição de pagamento, ofertar conta digital e passar a receber Pix, sem precisar fazer intercâmbio para o banco emissor. Podem até ampliar a receita, mas cabe à empresa tomar sua decisão estratégica”, Carlos Netto.

Iniciador de Pagamentos 

“Esse é um dos itens da nossa agenda evolutiva e a ideia é criar essa nova modalidade de participação no Pix. Hoje temos o provedor de conta transacional, o liquidante especial e o ente governamental. O Iniciador de Pagamentos será a quarta modalidade, que “casará” com o Open Banking, cuja parte da iniciação de pagamentos começa em junho de 2021. Já se enquadrará nos padrões de API que serão definidos no Open Banking para fazer essas conexões entre os iniciadores e os demais participantes do Pix que ofertam conta transacional. Todos os iniciadores são entidades que precisarão ser autorizadas pelo Banco Central, independentemente do volume, e serão regulados desde o início. Será um processo de autorização muito mais simples, dado que não detêm a conta, agregando muito menos risco ao sistema financeiro”, Breno Lobo.

Quer saber como o Pix pode ajudar a sua instituição também? Envie um e-mail para contato@matera.com

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