Mercado

Novas diretrizes do Banco Central para Open Banking

Foi aprovado as diretrizes fundamentais para a implantação do open banking no Brasil pelo Banco Central. Precisarão fornecer, os seguintes serviços:


 

Compartilhamento de dados, produtos e serviços na abertura e integração das plataformas e soluções financeiras.

Por GUILHERME FUZATTO

Foi aprovada, na terça-feira (23 de abril de 2019), as diretrizes fundamentais para a implantação do open banking (ou Sistema Financeiro Aberto) no Brasil pelo Banco Central (BC).

Elas firmam a regulamentação e permitem o acesso das informações pelos usuários que autorizaram o compartilhamento de dados entre as plataformas envolvidas. As instituições financeiras, de pagamento e as demais autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil precisarão fornecer, a partir de agora, os seguintes serviços:

  • Pontos de atendimentos, descrição de produtos, termos e condições contratuais;

  • Dados cadastrais dos clientes (mediante prévio consentimento de compartilhamento entre plataformas);

  • Dados transacionais como informações relativas a contas de depósito e crédito;

  • Serviços de pagamento como a inicialização de pagamento, transferências e pagamento de produtos, entre outros.

 

 

 

Mas o que muda no mercado e no modelo de negócio que estamos acostumados?

Ele fica mais aberto e competitivo, uma vez que as instituições financeiras podem começar a disputar as melhores posições no mercado. Com o poder de acesso e liberação dos dados na mão do cliente, as instituições competem entre si para entregar plataformas mais completas e rápidas, ou seja, uma experiência cada vez mais inovadora.

Estamos acostumados com um modelo em que os bancos não permitem o compartilhamento de dados do clientes com fintechs ou plataformas que gostariam de utilizar dos dados para, por exemplo, ajudar o cliente a organizar sua vida financeira. Isso mudou com a divulgação destas diretrizes pelo BC: o cliente passa a autorizar (ou não) com quem ele compartilha seus próprios dados pessoais e bancários. Seja para um banco ou uma carteira digital, por exemplo, esse novo modelo permite um leque de oportunidades para que transações financeiras aconteçam, movimentando o mercado e o sistema financeiro como um todo. 

Já temos isso no Brasil?

O open banking já é uma realidade! As instituições financeiras e suas parceiras, que atendam as diretrizes do Banco Central, ao facilitar que o dinheiro chegue de um lugar para o outro, por exemplo, sem demora (devido à abertura das API's com a camada de open banking na solução) agrada tanto o cliente como as instituições. Para quem pensa que tudo começa a partir de agora, está enganado.

A Matera, sempre em sinergia com o tema e aprimorando suas plataforma, possui exemplos de cases de open banking que ajudam a consolidar as afirmações das novas regulamentações divulgadas pelo Banco Central. É o caso da integração do Mercado Bitcoin com o Banco Brasil Plural, uma fintech e um banco respectivamente, que utilizaram de API’s desenvolvidas pela Matera que permitem a rápida transmissão de informações entre o banco e a corretora de bitcoins, autorizando e conferindo transações como TED em cerca de 15 minutos. Antes da solução ser implementada, as operações eram feitas manualmente e levavam 15 dias, em média. A solução foi desenvolvida por volta de 15 dias e foi implementada no dia 15 de março de 2018.

Atualmente, um pouco mais de um ano depois, os modelos de negócio com open banking e agora somados à essas novas diretrizes, tendem a levar cada vez mais uma experiência de produtos e serviços única e diferenciada para os clientes, além de ampliar o leque de oportunidades para todo o mercado.

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