INSTITUCIONAL

Diversidade LGBT+: vamos falar de pessoas, SIM!

Com espírito de startup e mais de 30 anos de história, oferecemos ao mercado plataformas completas e flexíveis para o mercado financeiro e de pagamentos, gestão de riscos e o setor varejista.


Um ambiente colaborativo, diverso e único. Acreditamos fortemente na inclusão e em times que trabalham em conjunto para uma entrega excepcional, sem discriminação ou preconceito. Aqui na Matera não seria diferente.

Por GUILHERME FUZATTO

Diversidade, segundo o dicionário Michaelis, é um substantivo feminino que significa “qualidade daquilo que é diverso, variado; que apresenta características variadas”. A comunidade LGBT+ apresenta, em sua própria sigla, uma variedade de grupos que compõem a luta diária para conseguir um espaço mais visível na sociedade e no mercado de trabalho. Essa luta não é de hoje. O dia 28 de junho celebra a Revolta de Stonewall e o início de uma jornada por direitos iguais que começou em Nova Iorque nesta data em 1969 e se espalhou pelo mundo todo.

Uma vez que essa diversidade é celebrada, a inclusão da comunidade LGBT+ nos ambientes sociais e corporativos tem um saldo positivo: é dado mais um passo pelos direitos iguais serem alcançados.

Muitos ainda não entendem, ou sentem dificuldade em compreender as diferenças biológicas e culturais dentro do espectro LGBT+. Segundo o Ministério Público, a sexualidade humana é “composta por uma múltipla combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais e é basicamente composta por três elementos: sexo biológico, orientação sexual e identidade de gênero.

  • Por sexo biológico, entende-se homem e mulher e os intersexos, que apresentam características de ambos.

  • Por orientação sexual, é a atração afetiva e/ou sexual que uma pessoa manifesta em relação à outra, direcionando involuntariamente seus desejos. 

  • Homens e mulheres são produtos da realidade social e não decorrência direta da anatomia de seus corpos”. Assim,

    gênero é construção social.

 A sigla completa LGBTQIA+

contempla todo o espectro de representação de gênero e identidade sexual.

Esse entendimento deve ser respeitado em todos os âmbitos: em casa, na escola, no trabalho… Na sociedade em geral. Atualmente, temos espaço para dialogar e explicar as diferenças que desconstruirão o estigma e preconceito existente na sociedade e no mercado de trabalho.

Encarando a diversidade de modo geral, uma pesquisa da McKinsey aponta que a relação de pessoas de gêneros, orientações sexuais e etnias diferentes não fazem a empresa ter mais lucros. A relação existe em ter pessoas de gêneros, orientações sexuais e etnias diferentes em diversos cargos (de liderança ou não) mais comprometidas em alcançar o sucesso. Elas precisam engajar com a empresa, em seu propósito. Precisam estar em destaque, como porta vozes que ajudam a atrair novos talentos, melhorando a experiência do colaborador na empresa.

Com todo esse contexto, o mercado tem reagido à inclusão de profissionais LGBT+ no ambiente corporativo de forma positiva. As empresas devem se posicionar pois isso mostra o comprometimento com a sociedade e a preocupação com a realidade desigual ainda existente, seja em anúncios de vagas, se comunicando interna e externamente, dando voz a causa.

É preciso, também, enxergar as necessidades de seus atuais e também de futuros colaboradores. A realidade de cada um é diferente, então é importante que estejam tranquilos em poder ser quem realmente são no dia-a-dia, ao colocar seus projetos em prática: é o mínimo necessário para um rendimento excelente. Ter um espaço aberto para diálogos, em que o profissional possa se manifestar, compartilhar experiências e expertises que movimentam uma empresa para um caminho inclusivo. Se ela não o faz, ela sai perdendo.

Na pesquisa #ProudAtWrk do LinkedIn de junho de 2019, de 1000 profissionais entrevistados, 25% revelaram ser LGBT+ no local de trabalho e 25%, não o fizeram, apontando estes motivos:

  • 51% não veem necessidade;

  • 37% não gosta de falar da vida pessoal no trabalho;

  • 32% ninguém sabe sobre orientação sexual (dentro e fora do trabalho);

  • 22% medo de sofrer represália por parte dos colegas;

     

Isso acontece não só pelo preconceito ainda existir em nossa sociedade e nos ambientes de trabalho de muitas pessoas, mas também pelo desconhecimento sobre a importância histórica da comunidade e diversidade LGBT+. Se diversidade é falar de pessoas, que demos voz e oportunidades à elas. Pessoas movem e transformam empresas!

 Aqui na Matera não toleramos o preconceito ou qualquer tipo de discriminação. Possuímos o Petit Comitê de Diversidade (dentro do nossa área de Sustentabilidade Corporativa) que é um dos canais para a comunidade LGBT+ se expressar, compartilhar conhecimentos e vivências e organizar ações de conscientização interna sobre diversos assuntos que competem à diversidade (etnia, gênero, física etc). Desenvolvemos nossos colaboradores como profissionais em suas atuações e como pessoas para a sociedade.

Diversidade é falar sobre pessoas. Sobre suas experiências, sobre suas histórias e sobre o que elas podem agregar a vida de todos. E a história da luta pelos direitos iguais de uma das vertentes da diversidade humana, a LGBT+ é uma história sofrida que colhe agora os frutos. Muita coisa precisa mudar? Sim. Mas estamos no caminho certo.

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