Embedded Finance

Dicas para montar sua fintech

O Gerente de Produtos da Matera, Bruno Samora, destaca as prioridades na hora de estruturar seu novo negócio.


Está pensando em abrir a sua própria fintech? Esse mercado está movimentadíssimo no Brasil e já conta com mais de 1000 instituições, segundo informações do Distrito Dataminer. Apesar do cenário ser muito convidativo para a abertura de novos negócios, é preciso atenção na hora de estruturar a sua fintech para atingir o público certo e alavancar sua receita.

Para facilitar a sua jornada, selecionamos aqui dicas do Bruno Samora, nosso Gerente de Produtos, que vão ajudar você a ter uma visão mais completa sobre o mercado de fintechs e como se beneficiar dessa grande transformação!

Conceito básico

Fintech é uma empresa de tecnologia que oferece serviços financeiros. Não é uma empresa de serviços financeiros que usa a tecnologia, porque hoje em dia todas usam. A tecnologia é o driver do negócio e o serviço financeiro acaba sendo um meio para se executar - essa é uma das principais características. 

Interoperabilidade

O Pix tornou as fintechs muito mais interessantes, pois permite que suas contas estejam integradas a todas as outras contas de bancos e fintechs. Isso acaba permitindo uma variedade de modelos de negócio,  graças a esse dinamismo que não existia. Antes do lançamento do Pix, havia uma dificuldade muito grande das fintechs em relação a como fazer cash out e cash in, porque o funcionamento tinha uma fricção muito grande.  

Conheça seu público-alvo

O principal ponto na hora de estruturar uma fintech é definir e conhecer muito bem o seu nicho - entender com muita clareza qual a sua cadeia de valor e trabalhar para trazer diferencial em cima dela. É muito importante poder testar rápido: colocar uma solução no ar em pouco tempo, verificar o resultado e eventualmente poder pivotar. Ter essa agilidade de entender quem está atendendo, como está atendendo e levar a solução com o fit perfeito é o que vai fazer a diferença. Muitos dos casos bem-sucedidos se basearam nisso - conseguiram levar com muita competência uma solução com um diferencial para um público que era mal atendido pelos players tradicionais.

Comece de forma simples

Uma questão de abordagem pouco ágil é tentar oferecer muita coisa de uma vez só. Isso pode dificultar a identificação daquilo que está levando muito valor ao seu cliente, que está sendo um diferencial, e aquilo que eventualmente não. O Nubank, por exemplo, começou oferecendo apenas um cartão. Por que deu tão certo? Pois trouxe uma experiência totalmente diferente. O produto em si apresentava dezenas de similares no mercado, mas ele entregava uma experiência muito boa ao usuário final e a partir daquele primeiro produto ele foi sofisticando o portfólio. Uma boa abordagem é começar simples e sofisticar aos poucos, à medida que você aprende e consegue atender melhor as necessidades da sua fintech e do seu público.

Fintechzação das empresas

Hoje percebemos, quando compramos algo no e-commerce, que às vezes o meio de pagamento já é do próprio e-commerce, que ele está ali para alavancar as vendas e ajudar o negócio principal - não precisamos mais usar um banco que só faz isso. Da mesma maneira, quando utilizamos os serviços de um banco, podemos notar que às vezes há uma loja lá dentro. Essas fronteiras entre banking e varejo estão ficando cada vez mais tênues e vai ser natural as empresas cada vez mais terem cadeias de valor otimizadas.

Soluções para montar sua fintech

Fazendo um paralelo com carro, o BaaS é como o Uber. Ideal caso precise ir do ponto A ao B sem se preocupar em abastecer, dirigir ou fazer a manutenção do veículo. Você contrata uma solução que serve para aquele momento de validar uma hipótese, apesar de ainda não ter porte para montar uma fintech do zero, compartilhando a estrutura de alguém que já faz isso.  

No caso do SaaS, a gente pode pensar em um carro alugado. Não é preciso comprar o veículo ou se preocupar com a manutenção, mas você é responsável por conduzir e abastecer. Já há uma demanda mais elevada da instituição, mas você conta com uma empresa terceirizada que cuida da infraestrutura de tecnologia e dos sistemas. A manutenção, a aquisição e os impostos não são de sua responsabilidade, mas já é um grau mais elevado de comprometimento.

No modelo On Premises, é como se você tivesse comprado o carro - será responsável pela manutenção e por todos os encargos. Você cuida de tudo e faz tudo do seu jeito, com domínio total sobre o que acontece.

Crie uma rede confiável de parceiros

Montar uma fintech hoje é algo convidativo e traz grandes oportunidades, mas se torna cada vez mais importante que o empreendedor se cerque de parceiros que possam trazer o conhecimento que falta. Você tem uma ideia boa, uma cadeia de valor legal para ser explorada? Vale super a pena. E mesmo que não conheça o mercado com profundidade, se cerque de parceiros e empresas que possam ajudar a preencher essas lacunas e ajudar a sua fintech a decolar.

Quer saber como a Matera pode ajudar você a estruturar a sua própria fintech e criar novos modelos de negócio? Clique aqui para conhecer nossas soluções para fintech e fale com a gente! 

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